Identity Security em 2026: por que a identidade se tornou o novo perímetro de segurança 

Durante anos, firewalls e perímetros de rede foram considerados a principal linha de defesa corporativa. Em 2026, esse modelo já não se sustenta. Com ambientes híbridos, cloud e workloads distribuídos, a identidade se consolidou como o novo perímetro de segurança — e também como o vetor de ataque mais explorado. 

O problema é que muitas organizações ainda não enxergam os riscos invisíveis associados a identidades humanas e não humanas, o que amplia a superfície de ataque e compromete a conformidade. 

Identidades: o vetor de ataque mais explorado 

Usuários, aplicações, APIs, containers e serviços em nuvem operam com identidades e privilégios. Cada uma delas representa um ponto potencial de exploração. 

Na prática, o cenário mais comum envolve: 

  • Privilégios excessivos, concedidos “temporariamente” e nunca revisados 
  • Acessos esquecidos, de ex-colaboradores, parceiros ou workloads 
  • Credenciais expostas, reutilizadas ou mal gerenciadas 

Essas falhas não geram alertas imediatos, mas permitem movimentação lateral, escalonamento de privilégios e ataques silenciosos que passam despercebidos por meses. 

Por que Zero Trust começa pela identidade 

A adoção do modelo Zero Trust reforça um princípio claro: não confiar em nada nem ninguém por padrão. E isso só é possível quando a identidade está no centro da estratégia de segurança. 

Em vez de proteger apenas a rede, o foco passa a ser: 

  • Quem está acessando 
  • O que está acessando 
  • Com qual nível de privilégio 
  • Em qual contexto e por quanto tempo 

Sem esse controle, a organização opera às cegas, mesmo com múltiplas camadas de segurança tradicionais. 

Identity Security como pilar de risco e compliance 

Uma estratégia madura de Identity Security vai além da autenticação. Ela entrega visibilidade contínua, controle de acessos privilegiados e redução real de riscos operacionais. 

Entre os principais benefícios estão: 

  • Diminuição da superfície de ataque 
  • Prevenção de acessos indevidos e abusos de privilégio 
  • Suporte direto à conformidade com normas e regulações 
  • Menor impacto de incidentes e resposta mais rápida 

Em 2026, empresas que não tratam identidade como ativo crítico estarão mais expostas a violações, penalidades regulatórias e interrupções de negócio. 

O caminho para uma segurança orientada à identidade 

O futuro da cibersegurança exige abandonar a visão de perímetro fixo e adotar uma abordagem centrada em identidade, contexto e risco. 

Ao estruturar uma estratégia sólida de Identity Security, organizações ganham controle, previsibilidade e confiança para operar em ambientes cada vez mais complexos. 

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Brasec