Fintechs seguras: práticas essenciais e regulação brasileira aplicada

O crescimento acelerado das fintechs no Brasil exige mais do que inovação digital: requer uma estrutura robusta de segurança para fintechs e gestão de riscos financeiros adequada ao ambiente regulatório e operacional. 

Regulação prática: o que vale hoje 

Desde 2018, o Banco Central regulamenta as fintechs via resoluções que definem os modelos SCD (Sociedades de Crédito Direto) e SEP (Sociedades de Empréstimo entre Pessoas). A Resolução nº4.658 exige proteção cibernética mínima: rastreabilidade, controles de incidentes e governança de segurança para operar legalmente. Recentemente, a Receita Federal publicou a IN RFB nº2.278/2025, que obriga fintechs a enviar a eFinanceira, alinhando-as ao mesmo padrão de transparência do sistema bancário tradicional — dado que várias fraudes e lavagem de dinheiro ocorreram via plataformas digitais informais. 

Segurança prática para fintechs 

  1. Proteção de APIs
    Fintechs dependem de APIs para oferecer produtos financeiros. Autenticação forte, rate limiting e verificação de integridade dos payloads são essenciais para evitar fraudes por megatécnicas ou abuso de endpoints.

  2. Monitoramento antifraude em tempo real
    Ferramentas como behavioral analytics e scoring transacional (em tempo real) detectam padrões fora do normal — como tentativas de fraude no onboarding ou transações não usuais por geolocalização. 

  3. Zero Trust e segmentação
    Implementar controle de acesso no mínimo privilégio e micro segmentação entre sistemas internos, APIs e bancos de dados reduz superfícies de ataque e limita impactos caso uma vulnerabilidade seja explorada.

  4. Governança de identidade e logs auditáveis
    Toda ação deve ser registrada com contexto (quem, quando, o quê). Autenticação multifator (MFA) interna e logs imutáveis ajudam a responder a falhas, auditorias e investigações. 

Dados do mercado nacional 

Fintechs estão sob escrutínio crescente: operações como Carbono Oculto e Quasar revelaram uso de plataformas digitais para lavagem de dinheiro. A nova norma da Receita busca fechar essas brechas, exigindo controle mais rigoroso mesmo de pequenas fintechs. 

O apoio estratégico da Brasec 

A Brasec, com a tecnologia AccuKnox, ajuda fintechs a implementar essas práticas de forma consistente e automatizada. A solução oferece: 

  • Detecção e proteção de workloads e APIs em execução (CWPP). 
  • Postura de segurança contínua (CSPM) para prevenir configuração insegura. 
  • Controle de identidade, segmentação Zero Trust e compliance com LGPD, PCI-DSS e normas específicas do SFN. 
  • Onboarding consultivo e suporte técnico especializado, adaptando a tecnologia ao contexto da fintech. 

Conclusão 

Em um mercado onde agilidade tecnológica convive com exigência regulatória, fintechs só atuam com segurança efetiva quando unem práticas técnicas sólidas a governança alinhada às normas brasileiras. Proteção de APIs, antifraude em real time, Zero Trust e logs auditáveis são práticas mínimas — e a Brasec oferece essa fundação tecnológica e consultiva para fintechs se manterem inovadoras, seguras e em conformidade. 

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Brasec